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O Aroma das Especiarias

19 Fevereiro, 2020

Depois do Regresso a Chocolate, Vianne Rocher, ao receber uma carta enviada pela falecida Armande, regressa a Lansquenet-sur-Tannes. Ao chegar à vila francesa onde em tempos foi muito feliz, na sua chocolaterie, Vianne encontra uma vila totalmente diferente. A maioria das pessoas mudaram, incluindo o curé Reynaud e até a sua amiga Joséphine.

E lembra-te: tudo regressa. O rio acaba por trazer tudo de volta.

Em Les Maurads, encontra novas gentes, sobretudo muçulmanos e não os ratos do rio. Há um barco deixado no rio, pessoas silenciosas, vestidas com hijab e o nome Inès soa muitas vezes, nas suas conversas. Todas as pessoas da pequena vila confessam a Vianne que aquela mulher de preto, trouxe a mudança para Les Maurads.

Surpreendentemente, o tão temido Reynaud precisa de ajuda de Vianne. Foi acusado de ter posto fogo na antiga chocolaterie e afirma não ser o culpado. Será que não? Não havia outrora tentando arruinar com a antiga loja de chocolates? Não teria evitado os ratos do rio por tanto tempo? Por achar que não deveriam ocupar aquela parte do rio? O que mudou desta vez?

Mas qualquer pessoa pode fugir. É preciso algo mais para ficar num lugar.

Além de toda a confusão e curiosidade em volta da mulher vestida de negro, Vianne encontra dúvidas na vila e em si própria. Seria seria feliz ali? Poderia finalmente ficar num lugar, sem ligar aos chamamentos do vento? Não estariam as suas filhas felizes por estar em Lansquenet?

Quem era o pai de Pilou – filho de Joséphine – cujo tinha o mesmo talento que Rosette? Poderia Roux ter-se envolvido com Joséphine? Poderia o chocolate curar tudo e mudar as pessoas? Será que tinha feito alguma coisa boa por aquelas pessoas? Poderia o padre Reynaud ter mudado? Quem era Karim e porque todas as mulheres queriam algo com ele? Porque ia à casa de Inès, todas as noites? Qual era a sua ligação?

Mas o passado é um estranho persistente que deixa tantas marcas em nós como nós tentamos impor-lhe a ele.

Regressei à série Chocolate com muita vontade, principalmente porque O Aroma das Especiarias seria o regresso a Lansquenet, mas surpreendeu-me imenso pela negativa. Dei por mim a querer avançar páginas, porque mais de 100 páginas foi um aborrecimento total. Só o final foi deveras emocionante e misterioso, mas não foi dos meus favoritos. A leitura tornou-se monótona e a história não foi mágica como no primeiro e no segundo livro. O que é, infelizmente, uma grande pena.

Espero que A Menina que Roubava Morangos seja um livro mágico, com um fim surpreendente, do quarteto de Joanne Harris.

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    Andreia Morais
    19 Fevereiro, 2020 at 18:56

    É sempre um desconsolo enorme quando isso acontece 🙁

    • Carolina
      Reply
      Carolina
      20 Fevereiro, 2020 at 17:18

      Pois é 😕 mas já estou a ler o último da série e está a ser fenomenal! 😍

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