devaneios

A tua ausência mantém-me cativa.

11 Abril, 2020

Março, 06.2020

22h50: Gostava de poder dizer-te tudo o que me vai no peito, mas a minha voz pouco fala, durante a tua abstinência de mim.  Queria poder dizer-te que tudo em mim é exagero, mas não exagero quando digo que gosto de ti. Gosto mesmo de ti. Sem exageros, sem dramas. Gosto de ti, simplesmente e é tão simples esse gostar. É fácil gostar de ti. Só gostava que te lembrasses de mim, mas a tua ausência mantém-me cativa. Talvez um dia, encontraremo-nos de novo, e possa encontrar a minha voz no teu olhar. Até lá, resta-me esperar.

Não te demores, meu bem, pois quem se ausenta, um dia deixa de fazer falta e este amor pode não ser suficiente para me deixar cativa para sempre.


Março
, 06.2020

23h36: Talvez um dia, pudeste pensar que na minha memória, sempre irias estar. Chegaste deixando pegadas ao de leve, depois deixaste-me marcas irreparáveis. São poucas as pessoas que nos marcam e marcaste-me de forma cruel, desumana. As coisas que mais amamos, são as que mais nos destroem. Com mais facilidade do que todo o resto — e isso, aprendi contigo.

Quem nunca foi destruído pelo amor?!


Março
, 06.2020

23h41: No final, as pessoas sempre vão embora, da mesma maneira que chegam: de repente. Elas já foram embora, antes de realmente partirem, mas fingimos não perceber, fingimos que está tudo bem. Quem parte, não compra o bilhete de ida, no momento da despedida, Já o tem há muito tempo. E nós sempre soubemos que a hora chegaria.

Só adiamos a despedida e o sofrimento, que chegará de qualquer forma.

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    Andreia Morais
    11 Abril, 2020 at 17:57

    Uau! Estou encantada com estes pensamentos, porque transmitem tanta emoção. Tanta, mas tanta, verdade.

    • Carolina
      Reply
      Carolina
      12 Abril, 2020 at 23:30

      Que bom ler isso! 😍 Fico mesmo feliz por estar a dar entender isso. Muito obrigada querida ❤️

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