Quando estiver concluído, rasga!

Para 2019 pensei numa forma mais descontraída de ter “objetivos/metas” a alcançar. O facto é que, apesar de querer impor a mim mesma, certos objetivos e metas termino por estagnar ao não ter motivação suficiente para desenvolvê-los ou para pôr em prática o que pretendo atingir.

Posto isto e tendo em consciência que sou exagerada por natureza escrevi vários bilhetes e guardei-os num pote. Num dia, em que sinta mais em baixo ou desmotivada, irei retirar um aleatório do frasco, lê-lo e guardá-lo. Assim que esteja “concluído”, rasgo. Vai ser mesmo libertador e satisfatório!

É claro que não iria trazer-vos todos, pois foram no total 50 (eu avisei que tinha exagerado 😬). Sendo assim, preferi trazer apenas os que acho que irão dar-vos alguma motivação para este novo ano que se avizinha com alguma rapidez.

Tudo se irá resolver. Não deu certo? Tenta com mais força. Recomeça as vezes que forem necessárias, até dar certo.

As fases fazem parte das nossas vidas. Haverão dias melhores, dias mais stressantes e angustiantes e cabe-nos somente a nós, tirar proveito de cada um deles. Saber agradecer por algo, diariamente, é um exercício que requer alguma prática. Há coisas tão “simples” que a maioria tem tão “facilmente” que esquecem-se que essas mesmas devem ser agradecidas. Devem ser gratos por ter comida, teto, roupa, trabalho, educação. Agradecem por isso, todos os dias? Deveriam.

Os recomeços, por sua vez, ajudam-nos a crescer e a aprender mais sobre a vida, sobre nós e sobre os outros. Não há mal nenhum em recomeçar. Cair e aprender com os erros faz com que, da próxima, sejamos mais calculistas, e que não sejam cometidos os mesmos erros. E de cada recomeço, há uma lição que fica. Guardem cada uma e reflitam.

Não tentes mudar algo em ti, para que alguém goste de ti. A tua essência será sempre a tua melhor coisa.

Muda se necessário, mas só se for por ti, nunca pelos outros. No fundo, não podemos deixar que alguém nos faça mudar se, verdadeiramente, não queremos. A iniciativa deve partir de nós, do nosso interior, não de conversas, de opiniões alheias. Se te sentes bem da maneira que és, não mudes. Se seres uma romântica incurável ou uma grossa de primeira, faz de ti alguém especial, então porque queres mudar? Quem deves agradar? A ti mesma/o, apenas. Se tiveres de fazer algo, faz por ti. Aprende isso. Não te esqueças: amor próprio, em primeiro lugar. Sempre!

Os melhores momentos guarda para ti. O que ninguém sabe, ninguém estraga. Vive-os ao segundo, não desperdices tempo de qualidade estando agarrada ao telemóvel. 

Com o avanço da tecnologia, torna-se mesmo um “objetivo” difícil, porém que sejamos capazes de ficar offline das redes sociais e estar por completo nos encontros com os amigos ou com a família. As memórias ainda que antes também fossem guardadas em fotografias, eram guardadas na memória e no coração de cada um. Passem a fazer isto mais vezes. Chegarão ao final do dia tão mais completos e felizes. O coração enche mesmo, por não termos perdido pitada de nada. E isto é o mais gratificante, depois de várias gargalhadas e de convívio bom. Lembrem-se que o tempo passa rápido demais, por isso foquem-se em viver ao máximo esses momentos e em eternizá-los na vossa memória/coração e não no vosso rolo de câmara. 

Não tenhas medo de amar e de te entregar, devido a experiências anteriores.

Ainda que o medo seja maior, não devemos deixar que as experiências más do passado, nos impeçam de desfrutar de outras tantas que poderão ser melhores. Não podemos impedir-nos de sentir. O amor não se controla. Ele simplesmente acontece, pelas pessoas que menos esperamos, às vezes. Se pode magoar? Claro que sim. Todos nós devemos sentir, nem que seja dor. É sinal de que estamos vivos, de que estamos a evoluir e a aprender. De cada desilusão e dor, tirei grandes lições. Acima de tudo, não devemos condenar algo à partida, só porque anteriormente não deu certo. As pessoas são diferentes. Todo o amor que sentimos também. Há paixões mais fortes e outras que não envolvem tanta intensidade, mas que podem ferir na mesma.

E sim, devemos proteger-nos da dor, mas não devemos fingir que não gostamos de alguém para que isso não implique que doa. Quem sabe se vai doer ou não? E se não doer? Deixarão que a vossa mente vos torture com as hipóteses? Antes saber claramente uma resposta (se é recíproco ou não) do que estar na dúvida. Pelo menos, é o que eu sinceramente acho. Tudo o que dói, passa.

Não deixes de fazer algo ou de dizer, pelo medo que tens de magoar-te. As feridas sempre podem sarar. A dor faz parte do ser humano. Não podes evitá-la. Por mais que queiras. 

Nem sempre estamos bem e contentes e isso é ok.

Tal como referi no primeiro bilhete, há dias bons e dias menos bons (não gosto de caracterizá-los como maus, visto que temos sempre algo a agradecer nos mesmos) e não há mal nenhum nisso. Não estamos bem todos os dias, não há como estar constantemente feliz e sorridente a todo o momento. Saber aceitar isto é muito importante.

A cobrança que podemos fazer-nos por isto pode ser grande. Sem motivo para tal. Não é por hoje não estarmos no nosso melhor, com o nosso bom humor, que é um mau dia, que não estamos felizes. A felicidade é um conjunto de várias coisas, de vários momentos, de vários sentimentos. Eu, especialmente, considero-a assim. Não é por estar de “mal” com a vida agora que sou infeliz. É como disserem que somos doentes, sendo que estamos com uma constipação apenas. O drama há volta disto é injustificável. Todos temos os nossos dias, o nosso humor. Há uns em que estamos excelentes e há outros em que queremos estar no nosso mundo e quietos. E é ok! Parem de cobrarem alguém por isso ou de até se cobrarem por não estarem a 100%. Acontece e sempre irá acontecer. Saber lidar com isto já será uma grande conquista! Acreditem.

E chegamos ao fim. \o/ Se chegaram até aqui, os meus parabéns (risos)! Há alguns bilhetes que não compartilhei, pelo facto, de serem vários e não queria de todo tornar este post massacrante. Colocar simplesmente, aqui a lista também não me fazia sentido algum, por isso, preferi fazer desta forma. Sendo que alguns são ideias interessantes para possíveis posts, pretendo trazê-los, em breve.

O que acharam? Costumam realizar uma lista de objetivos a alcançar ou deixam que tudo flua para que se surpreendam?

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  1. Tenho noção de alguns objetivos que pretendo alcançar, mas deixei de fazer listas (ainda que, futuramente, vá partilhar uma). Gosto de ter metas, no entanto, sem a pressão de as cumprir num determinado período de tempo.
    Gostei das frases que apresentaste, porque acho que dizem tudo aquilo que é importante. E, sobretudo, que valorizam a nossa essência e o nosso caminho

    Beijinho grande, minha querida ❤

    1. Totalmente. Há tantas mas tantas que escrevi que sei claramente que em algum dia irei precisar de lê-las para me sentir melhor. 😊 beijinho querida e obrigada pelo apoio constante

  2. São tão verdade todas as frases que mencionaste.
    Nunca tinha pensado isso de escrever os papéis e por num frasco e quando os atingir-mos rasgar, mas é uma ideia sem dúvida diferente (:

    http://arrblogs.blogspot.com/

    1. É diferente e foge às típicas resoluções de ano novo que nunca cumprimos (ou então, que não cumprimos na totalidade). Beijinho 😊

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