Links: O pior de envelhecer

Confesso que cada vez mais, se torna difícil encontrar textos que tenham significados incríveis e até alguma lição por trás deles. Como já podem ter reparado, nos posts de Links dos últimos meses, tenho escolhido somente 4 posts visto que sempre escrevo imenso sobre eles. Os que vos trago, este mês, não são diferentes. Espero que gostem. 💙

1. Os anjos da guarda também choram — A vida toda: Não sou mãe, mas acho que não há dúvidas que o quero ser um dia, e ver este tipo de posts já me é comum, visto que sigo a Catarina Beato e ela fala muitas vezes do cansaço. A verdade é que todas as mães (e mesmo não sendo mãe, tenho a plena noção disso) têm sempre aquela fase em que pensam que não conseguem dar conta do recado, que têm inseguranças e é perfeitamente normal. É óbvio que vão ter dúvidas, chorar, e até questionar-se como as suas mães faziam na sua altura, porém têm de colocar uma única coisa na sua cabeça: vão conseguir pois as mães conseguem tudo. Ou pelo menos quase tudo. Há coisas que não serão feitas. É inevitável. A prioridade são os filhos e o resto fica para depois. Muitas vezes até o trabalho. Contudo, as inseguranças fazem parte da maternidade e neste post, podemos ver as inseguranças da Carolina Deslandes ao ser mãe de dois filhos.

2. Pensei em tirar um ano sabático antes da faculdade – mas o mundo não deixa —Depois dos Quinze: Adoro os textos deste blog, mas quando são feitos por leitoras são melhores ainda. Este foi escrito por uma menina de apenas 16 anos que está já quase entrando para a faculdade. Ela gostava de tirar um ano sabático, antes de começar esta nova jornada que é a faculdade. A realidade é que os mais velhos e as pessoas em geral, pensam que ser adolescente é simplesmente ter a melhor vida de sempre pois temos o “mundo nas nossas mãos” – a tecnologia -, mas esquecem-se que a vida de um estudante é tão difícil quanto a de um adulto. Nós trabalhamos também. Imenso até. Muitas vezes temos de passar madrugadas acordados para terminar trabalhos porém ninguém dá valor, nem mesmo os nossos pais. Isto é assunto que me irrita profundamente porque nós temos sempre algo para fazer e não estamos na escola passando tempo, estamos lá por um motivo. Há muitas mentalidades que devem mudar a sua maneira de pensar pois nós trabalhamos também e não ganhamos nada por isso. Nós não estudamos apenas.

3. O pior de envelhecer — The Oof Diary: Este texto escrito por Claudia me fez novamente lembrar da dificuldade que temos em aceitar a morte (custa-me dizer e escrever esta palavra). A minha avó paterna morreu tinha eu os meus 11 anos. Eu quase nunca falava com ela ou estava com ela, mas doeu demais. E eu fazendo parte de uma banda filarmónica onde várias vezes tocamos nos funerais, não estava de facto, preparada para aquela partida. A minha avó morreu com 76 anos. Era nova. E morreu devido a uma bactéria que apanhou no hospital. Demorou 2 anos, relativamente, a que me “habitua-se” a não tê-la mais. E quando me lembro da sua voz, do seu estado, sinto-me impotente. A verdade é que há medida que vamos crescendo não vamos lidando melhor com essa dor. Eu pensava que sim, mas não. Nunca estaremos prontos nem “maduros” o suficiente para aguentar. Eu não consigo ir a funerais. Se vou, mesmo que não conheça a pessoa, choro imenso porque me lembro do funeral da minha avó. Quanto ao suicídio, descrito no post, só quem passa sabe o que é. Hoje olho para o céu e agradeço por cá estar.

4. Não foi planeado mas aconteceu – e é o melhor sentimento — Depois dos Quinze: Esse texto, feito por uma leitora do blog Depois dos Quinze, descreveu-me. Antes de sentir a primeira paixão, nunca acreditava que poderíamos sentir algo diferente. Eu sabia que quando tivesse de ser, seria. E quando aconteceu, não foi totalmente o que eu esperava. Até que conheci o Tiago e aí, sem que eu desse conta, ele conquistava-me a cada dia mais um pouco. E quando conseguiu-me por inteiro, eu nem sabia como é que isso tinha acontecido. Como é que alguém tão diferente de mim, tinha-conseguido conquistar-me dessa maneira? Como fez para chegar ao meu coração de “pedra“? O que fez para fazer-me ficar? Nisso tudo aprendi que sim, acontece inesperadamente e pode ser algo bom ou mau. Às vezes será aquela pessoa que estaremos até ao fim. Outras vezes, será apenas aquela pessoa que não vamos querer lembrar nos próximos 100 anos. Se é o melhor sentimento do mundo? Até pode ser, dependendo do vosso ponto de vista.

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  1. Esse texto da carolina é simplesmente verdadeiro. Identifiquei-me em cada palavra que disse.
    Não conhecia os outros, mas já estive a ler e adorei 😀

    Beijinhos

    1. É mesmo um texto tocante. E os outros também. Beijinhos 💙

  2. Só conhecia o texto da Carolina Deslandes, que adorei! Para além de ter uma escrita cativante, sente-se toda a verdade que elas transportam.
    Irrita-me profundamente que a sociedade desvalorize os problemas dos mais novos, por serem mais novos. Como se até a uma determinada faixa etária não se pudessem queixar, porque não têm razões para isso (?). Sabem lá as pessoas a vida de cada um. Pessoalmente, nunca senti necessidade de tirar um ano sabático. No entanto, acho que é uma opção extremamente válida, sobretudo antes de entrar para a faculdade. Muitos estudantes não sabem o que querem seguir, têm dúvidas, sentem-se perdidos, talvez essa pausa fosse uma excelente oportunidade para descobrirem o que querem fazer.
    Nunca estamos verdadeiramente preparados para perder alguém. Por mais que saibamos que isso vai acontecer, por mais que saibamos que os prognósticos não são favoráveis, há sempre uma réstia de esperança. E, além disso, como é que aprendemos a viver sem alguém que nos é tanto? Acredito que essa ferida, com o tempo, tende a sarar, mas o vazio provocado pela ausência estará lá sempre.
    As coisas acontecem quando menos estamos à espera. Claro que isso, como referes, pode ser bom e pode ser mau. Mas é maravilhoso quando a balança pende para a primeira opção e somos arrebatados 🙂

    r: Muito, muito obrigada *.*
    Beijinho grande

    1. A Carolina de facto, tem escrito textos sensacionais! Infelizmente as pessoas sempre pensam que quem estuda, não faz nada. Mas é totalmente o contrário. A ferida aberta pela ausência sempre estará aberta e preenchida por um vazio imenso. Não há maneira de preenchê-la e nem mesmo o tempo consegue. Resta-nos viver com ela, até ao fim. Quando acontecem de maneira a que sejam boas, ainda é um grande benefício, quando não é tão bom, é aprender com isso e seguir em frente. A vida irá resolver-se. Beijinhos 💙

  3. Eu também sigo a Carolina e não sendo mãe entendo-a bem mas ainda não li isso mas vou ler agora 🙂
    Nunca é fácil falar da morte.

    1. Eu entendo também, mesmo não sendo mãe. Mas são fases que iremos ultrapassar, sendo mães.
      Nunca é fácil mesmo. 😔

  4. Mesmo, mesmo. Acho que o importante no calçado é, efetivamente, o conforto 😀 Ahaha também fiquei de olho neles 😛

    Depois dos Quinze tem as melhores crónicas. Leio a Bru desde miúdo! <3

    1. Já leio o blog dela há aproximadamente 2 anos. Adoro todos os textos dela e das leitoras também. Beijinhos ❤️

  5. Gostei imenso do segundo texto, o secundário foi muito trabalhoso para mim, para além da escola ainda tinha o conservatório de música o que me tirava muito tempo, a minha vida no décimo primeiro ano era praticamente só aulas e estudar, até ao sábado tinha aulas às 8:30. Agora que já estou no mestrado reconheço que foi difícil e os adultos nem sempre têm noção disso, no entanto, os meus pais sempre me deram muito valor e apoiaram-me sempre. Hoje em dia acho que temos mesmo de fazer mais do que estudar, a nossa vida não pode ser só preenchida com estudo e trabalho, há imensas outras coisas que devem ser vividas! Mil beijinhos*

    1. Os meus pais nunca entendem o quanto trabalho na escola. Pensam que ando a passear. É ótimo quando temos alguém que nos compreenda. Beijinhos 💙

  6. Adorei este post querida! Só conhecia os textos da Carolina que são espetaculares! Adorei todos os textos, são lindos, e o mais importantes, reais.

    Um grande beijinho*

    1. É mesmo! Quando são reais é o melhor. Beijinhos 💙

  7. Talita Paschoal says: Responder

    Quanto ao primeiro link, ainda vou o ler. Mas pelo o resumo que deste parece-me viável dizer que a sociedade em si, ou grande parte dela, apontam as mulheres como se elas tivessem uma fórmula que as dão superdores e assim sendo conseguem cumprir todas as “missões” que lhe são dadas no dia a dia. Esta pressão social vai nos sufocando pouco o pouco, principalmente neste sentido de ser mãe, afinal quando uma mulher diz que não o que ser parece que esta a cometer um pecado/ blasfémia contra o Divino Rei, parece exagerado, mas não o é, afinal muitos ainda pensam que as mulheres somente servem para as coisas básicas no dia a dia, ou seja, ser a típica dona de casa do século XVII e cuidar dos filhos; os séculos mudaram, mas este pensamento ainda é muito enfático nos dias de hoje, infelizmente, levando assim a grande parte dos homens a “não aceitarem” com tanta facilidade as mulheres a ocupar cargos no mercado de trabalho/ faculdade/ militarismo/ etc que antes só era cabível a eles.
    [Não sei se me fiz entender, mas espero que sim. 😉 ]
    Quanto ao segundo link, acabei o ensino médio (o secundário) em 2016 , ano passado passei a estudar em casa devido à falta de assistência monetária de meu progenitor, mas todos os meus planos deram errado; talvez pelo facto de eu estar insegura ou pelo facto de que eu queria provar mais para ele do que para mim mesma de que sou capaz de ir atrás do meu sonho, somente sei que tudo isso me deixou bem mal e hoje fico a me perguntar “o que eu tenho de provar para alguém?” a resposta prontamente se é “nada”. Portanto, este ano eu decidi que eu não hei de estudar e sim hei de pensar do que quero mesmo para minha vida, qual profissão quero seguir, afinal eu tenho de ter os meus planeamentos para o futuro e não os dele (meu progenitor). E além do mais, tenho apenas 18 anos, não se é o fim do mundo eu retirar um ano dentre a tantos outros os quais me sacrifiquei para fazer algo que não queria para simplesmente descansar mentalmente. Posso dizer-te que meu mantra para este ano se é “manter a calma, respirar mais, pensar mais e desacelerar” e o tema principal do link 3 , digamos assim, ajuda-me imenso no processo de desaceleração 😉 Graças ao Deus por tu/ eu e mais outros tantos que já passaram por isso estarem aqui. 🙏
    Quanto ao quarto link, sentimentos são incógnitas inconstantes e isso no meu ponto de vista se é mais ruim do que bom ahahah

    Nossa 😱 eu escrevi demais ahahah
    Desculpas por isso, beijinhos mana e até logo! ✊❤

    1. Acho que fazes muito bem em tirar um ano para pensar e ver o que realmente queres. Afinal, o nosso futuro sempre é decidido meio que em cima do joelho e por vezes acabamos por não gostar da profissão que temos e isso ao trabalharmos torna-se muito evidente. Não faz mal. Beijinhos 😘😘

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