Desafio 1+3: Uma regra

Debati-me imenso, por vários e vários dias, sobre o que deveria escrever sobre isto. Confesso que de tema para tema tenho tido uma dificuldade maior, em escrever e até mesmo, pensar no que devo escrever. Se por um lado se torna totalmente num desafio (como, de facto, o é), por outro faz-me refletir imenso sobre a minha vida até então, as minhas escolhas e sobre mim também. Estamos em constante mudança e eu, principalmente, estou sempre numa montanha russa de aprendizagens e reflexões.

Tenho várias regras e quase todas tento seguir à risca. Poderia falar-vos da de não comparar ninguém, de não julgar o livro pela capa, de não ir dormir chateada com alguém ou de até ter a mania de “desta vez pago, da próxima pagas” ou a de “se fui a última a mandar mensagem, a outra pessoa é que deve mandar primeiro, da próxima vez“. Contudo, não me daria tanto prazer escrever sobre elas, visto que são já manias minhas, que cumpro automaticamente. Por todos estes motivos, refleti mais um pouco e decidi falar-vos da regra que “criei” e comecei a seguir este ano.

Não penses, escreve.

Quando simplesmente algo foge ao meu controle, quando não estou mentalmente bem, quando alguma conversa correu mal e desfaço-me em lágrimas, quando o dia não correu bem, quando simplesmente tudo me faz ficar triste. Antes tinha muitos ataques de pânico porque saturava de tal modo a minha mente, com o bombardeamento enorme de pensamentos, todos eles em simultâneo, deixando-me totalmente à beira de um colapso. Estive perto de um esgotamento emocional, porque não conseguia mais. Era como se pensar, se tivesse tornado uma tortura, à qual me pré-disponibilizava de braços abertos.

Foi na parte mais complicada, deste ano, que descobri que escrever era (é) uma terapia para mim. Desligo todos os pensamentos, foco-me apenas na escrita e tudo flui. A maioria dos textos que escrevi, já os publiquei (uns tantos irão ser publicados no meu projeto “anónimo”), outros apenas ficaram de tal maneira incoerentes que terminei por eliminá-los. O facto é que acalma-me, instantaneamente, ainda que não esteja a formar bem as frases ou a optar pelas melhores palavras.

Há dias em que escrever não alivia. Todos nós temos os nossos dias e as terapias não curam, todas as vezes. Têm mais eficácia, nuns determinados dias e noutros menos. Contudo, sempre me imponho a escrita. É regra, é lei. Tento. Sempre. E se até então tem resultado é porque vale a pena seguir sempre.

“Escrever é uma forma de terapia. Às vezes me pergunto como conseguem escapar da loucura, da melancolia e do pânico, que são estados próprios da condição humana, os que não escrevem, não compõem e não pintam.” – Grahan Green.

Têm alguma regra?

Este post insere-se no desafio 1+3 criado pela Carolina.

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  1. Resulta sim, pelo menos para mim. Ajuda e ajudou muito numa fase muito complicada da minha vida.
    Além de gostar de escrever, também é a terapia.

    Cumprimentos Os Piruças

    1. Mesmo. Das melhores terapias que há 🥰😌 beijinho

  2. Eu em tempos escrevia muito para me aliviar e hoje em dia estou a pensar fazê-lo! Tinha um caderno e um blog mais pessoal onde escrevia muitos dos meus desabafos. Era anónimo mas acabei por desistir dele e do caderno. Porquê nem eu mesma sei ao certo mas sei que escrever alivia mesmo! É como que se chorar.

    1. Oh a sério? Deverias escrever mais. Talvez te aliviasse muito mais. Beijinho

  3. Isy says: Responder

    Tens toda a razão, escrever é uma terapia, pelo menos para mim!

    Bjxxx
    Ontem é só Memória | Facebook | Instagram

    1. É das melhores terapias que há. 🥰😌 beijinho

  4. Escrever é terapêutico, porque nos ajuda a projetar as nossas emoções. Por vezes, quando o fazemos a quente, as nossas palavras acabam por ficar desalinhadas, desconexas, talvez, incoerentes, mas isso não importa assim tanto. Porque conseguimos o principal: expulsar o que nos incomoda e aliviar um pouco o nosso coração. Claro que há momentos em que isso não é suficiente, faz parte, mas na maior parte dos casos é uma leveza insubstituível.
    Sempre me refugiei na escrita. E quando estou mais triste, mais desmotivada, nem penso duas vezes: agarro numa folha e num lápis e deixo os pensamentos vaguear.

    Beijinho grande, minha querida ❤

    1. É o que tenho feito e com imensa frequência. Fico muito mais aliviada e melhor (muitas vezes, instantaneamente). Beijinho 😙

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